O treinador do Real Madrid, Carlo Ancelotti, testemunhou em um tribunal espanhol sobre acusações de evasão fiscal, negando qualquer intenção de cometer fraude. As acusações surgiram de alegações de que ele não pagou 1 milhão de euros (830.000 libras esterlinas) em impostos sobre seu salário durante seu primeiro período como treinador do Real Madrid de 2013 a 2015.
Ancelotti, que retornou ao Real Madrid para um segundo mandato em 2021, foi acusado de declarar apenas os impostos sobre seu salário e omitir a receita dos direitos de imagem. Os promotores estão pedindo uma pena de prisão de quatro anos e nove meses para Ancelotti, além de uma multa de 3,2 milhões de euros (2,7 milhões de libras esterlinas).
Ancelotti se defendeu no tribunal, explicando que sempre acreditou que suas finanças estavam em ordem, pois confiava em seus consultores financeiros para gerenciar a estrutura de seu salário líquido. Ele acrescentou que o Real Madrid lhe ofereceu um salário líquido de 6 milhões de euros (5,1 milhões de libras esterlinas), o que ele achava ser uma prática padrão na época.
O treinador italiano também destacou que, ao contrário dos jogadores, os direitos de imagem não eram tão relevantes para os treinadores, pois eles não geram receita com produtos como camisas.
O caso de Ancelotti segue uma série de casos semelhantes de evasão fiscal no futebol espanhol. Lionel Messi, do Barcelona, foi multado em 252.000 euros em 2017 após ter sido inicialmente condenado a 21 meses de prisão.
Além disso, Cristiano Ronaldo resolveu um caso fiscal em 2019 com uma multa de 18,8 milhões de euros, enquanto José Mourinho foi multado em 2,2 milhões de euros por acusações fiscais durante seu período como treinador do Real Madrid de 2011 a 2012.
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